VOCÊ CONHECE? Entenda o que é o Kamafugito e suas aplicações na agricultura

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Desde a regulamentação do uso do pó de rocha no Brasil, em 2016, pelo Ministério da Agricultura, a rochagem tem ganhado cada vez mais espaço nas etapas de manejo dos solos. Entre as matérias-primas utilizadas nessa técnica está o Kamafugito. Mas, o que é exatamente essa rocha? 

O termo Kamafugito é usado, na verdade, para descrever um grupo de rochas vulcânicas, máficas e ultramáficas compostas predominantemente por óxidos de potássio, fósforo e cálcio. Entenda agora as principais utilidades dessa rocha rara e as suas potencialidades na agricultura. 

O Kamafugito
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O termo Kamafugito foi proposto pela primeira vez em 1974, pelo professor Thure Georg Sahama, após oito expedições mineralógicas que aconteceram de 1961 a 1974 no continente africano. 

Thure Georg Sahama (à direita) e sua equipe investigando ocorrências geológicas em uma mina no antigo Reino de Ancolé, na Uganda (África Subsaariana). (ALVIOLA  Reijo in HAAPALA Ilmari, 2011) 

Durante as suas pesquisas, o professor Thure identificou rochas de origem vulcânica, constituídas predominantemente de minerais ricos em potássio e com altos teores de cálcio e fósforo. Para essas rochas foi atribuída a denominação Kamafugito.

Além disso, as rochas kamafugitas apresentam baixos teores de oxídos de sílica, sódio e alumínio, sendo estes dois últimos nocivos ao solo por serem precursores da salinização e toxicidade do solo.

As rochas kamafugitas podem ser descritas como ultrapotássicas primitivas raras pela sua ocorrência em apenas quatro localidades no mundo, incluindo o Brasil. Segundo a pesquisadora Carolina Almeida Figueiredo, no estudo do O processo de analcimização de um Kamafugito (luz262) do centro-oeste mineiro, os kamafugitos brasileiros são encontrados na Província do Alto Paranaíba, no centro-oeste de Minas Gerais.

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Quando essas rochas passam pelo processo natural de desgaste físico e químico, chamado de intemperismo, elas se tornam fontes de argilas 2:1 capazes de aumentar a capacidade de troca catiônica (CTC) e retenção de água (CRA).

O aumento da CTC permite uma maior manutenção e fixação de nutrientes importantes para as plantas no solo, enquanto a CRA cria um ambiente favorável para o desenvolvimento pleno da planta e da microbiota presente no solo.

Dessa forma, o Kamafugito quando transformado em pó de rocha será fonte de potássio e cálcio, mas com baixos teores de elementos nocivos ao solo como o sódio e alumínio.

O potencial agrícola do Kamafugito
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O potencial agrícola do Kamafugito começa a ficar mais evidente quando se entende que ele é fonte de dois macronutrientes primários para as plantas: o potássio e fósforo. Além disso, ele ainda tem boas doses de cálcio, considerado um macronutriente secundário, e é encontrado em território nacional.

E por que esses macronutrientes são tão relevantes e essenciais para as plantas?

O potássio é o sétimo elemento mais abundante da crosta terrestre, responsável por controlar processos importantes como a abertura e fechamento dos estômatos, estruturas que permitem a realização de trocas gasosas e o controle da temperatura pelo processo transpiratório.

Já o fósforo é o décimo segundo elemento mais abundante da crosta terrestre, estando envolvido no processo de crescimento e desenvolvimento de novos tecidos vegetais. Por fim, o cálcio é o quinto elemento mais abundante, responsável por diversas reações enzimáticas e capaz estimular o crescimento radicular em profundidade.

Após o processamento mecânico, o Kamafugito se torna um remineralizador. Ele atua como um condicionador do solo, disponibilizando gradualmente os nutrientes e promovendo melhorias físicas, químicas e microbiológicas do solo.

Também conhecida como rochagem, a utilização de remineralizadores é considerada uma prática complementar ao uso de fertilizantes. Isso porque eles apresentam, de maneira geral, uma concentração mais baixa de nutrientes e com uma liberação mais lenta, que pode não suprir a demanda da planta de forma imediata.

A disponibilização dos nutrientes do pó de rocha para as plantas depende da solubilização dos nutrientes, que pode ser realizada pelos microrganismos e raízes e é feita de forma gradual.

Para não haver interferência negativa nas populações de microrganismos e consequentemente na eficiência da rochagem, é necessário se atentar à escolha dos demais insumos que compõem o programa de manejo do solo.

Além dos remineralizadores serem dependentes da atuação dos microrganismos, a relação inversa também ocorre. Eles também têm potencial como ativadores biológicos, como aponta o especialista Fernando Dini Andreote, professor de microbiologia do solo na ESALQ/USP: https://youtu.be/-B8lJ4P1xIs

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As limitações do Kamafugito e fontes alternativas de potássio
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As principais limitações do Kamafugito estão relacionadas a sua baixa disponibilidade no mercado, por haver uma reduzida ocorrência natural da rocha. Isso faz com que poucos pontos de extração e processamento sejam criados.

Outro problema dessa limitação geográfica, somada à baixa ocorrência no mundo, se relaciona aos estudos do potencial da rocha a campo, que também ficam restritos a regiões que tenham acesso ao insumo.

Com isso, o pó de rocha de Kamafugito é uma alternativa sustentável de fertilizante potássico, mas com uma baixa disponibilidade no mercado e dependente de mais pesquisas.

Porém, o avanço constante das tecnologias possibilita que haja pesquisas com novas fontes de fertilizantes potássicos, que são viabilizadas ao agricultor, como o Siltito Glauconítico. Assim, é importante estar sempre atento às tendências e novos produtos desse mercado.

Sobre o BAKS
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BAKS é um fertilizante multinutriente que fornece potássio, enxofre, boro, silício e manganês. Com sua tecnologia exclusiva de micronização do enxofre elementar, a MicroS Technology, BAKS garante uma alta performance do nutriente em campo.

Devido a sua liberação de nutrientes progressiva, BAKS não sofre perdas por lixiviação. Assim, é necessário apenas uma aplicação por ciclo da cultura ou em adubações de sistemas. Isso faz com que os processos de manejo sejam mais práticos e efetivos, otimizando a produção agrícola.

Outro fator importante é que BAKS não tem cloro em sua composição. Isso faz com que ele não provoque os malefícios que o excesso desse elemento traz, como a acidificação, a salinização e a compactação do solo.

O agricultor pode customizar o produto com outros nutrientes de acordo com as necessidades da sua lavoura. Em breve também será possível acrescentar microrganismos ao BAKS.

Saiba mais sobre o BAKS em: https://www.baks.com.br/  

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Sobre o K Forte®  
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O K Forte® é um fertilizante multinutriente, fonte de potássio, silício e magnésio, nutrientes de liberação progressiva. K Forte® é livre de sódio, cloro, acidificação, lixiviação, compactação e salinidade, além de garantir um efeito residual de seus nutrientes. A matéria-prima do K Forte® é o Siltito Glauconítico, que é rico no mineral glauconita. A glauconita é utilizada nos Estados Unidos como fertilizante, continuamente, desde 1760. O Siltito Glauconítico possui propriedades para o desenvolvimento e nutrição das plantas, além de promover a melhora da estruturação do solo.

Saiba mais sobre o K Forte® em: https://www.kforte.com.br/ 

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Reportagem: Assessoria de Imprensa-Verde / Foto Capa: Divulgação/Verde

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