{"id":999976669,"date":"2019-11-02T10:45:04","date_gmt":"2019-11-02T10:45:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sgagora.com.br\/sg\/dor-choro-e-dias-cinzas-como-encarar-o-luto-e-lidar-com-a-perda-de-alguem\/"},"modified":"2019-11-02T10:45:04","modified_gmt":"2019-11-02T10:45:04","slug":"dor-choro-e-dias-cinzas-como-encarar-o-luto-e-lidar-com-a-perda-de-alguem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sgagora.com.br\/sg\/dor-choro-e-dias-cinzas-como-encarar-o-luto-e-lidar-com-a-perda-de-alguem\/","title":{"rendered":"Dor, choro e dias cinzas: como encarar o luto e lidar com a perda de algu\u00e9m"},"content":{"rendered":"<div id=\"infocoweb\">\n<div id=\"infocoweb_cabecalho\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.ig.com.br\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gestor.infocoweb.com.br\/images\/logo_ig.png\" alt=\"source\"><\/a><\/div>\n<div id=\"infocoweb_corpo\">\n<p>A auxiliar de faturamento Luana Medeiros, de 37 anos, se casou com&nbsp;Marcos em 1999. No ano seguinte, deu \u00e0 luz ao primeiro filho do casal e, dez anos depois, ficou gr\u00e1vida de uma menina. Durante todos esses anos, Luana conta que ela e o marido se davam muito bem. &#8220;Nossa uni\u00e3o era admirada por todos&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>                   <a href=\"https:\/\/delas.ig.com.br\/filhos\/2018-07-17\/boneca-dor-da-perda-aborto.html\" target=\"_blank\" data-mce-href=\"https:\/\/delas.ig.com.br\/filhos\/2018-07-17\/boneca-dor-da-perda-aborto.html\">Leia tamb\u00e9m:&nbsp;M\u00e3e ganha boneca de beb\u00ea rec\u00e9m-nascido para lidar com dor da perda do filho<\/a>                 <\/p>\n<div class=\"gd12\">\n<figure class=\"foto-legenda  componente-galeria\">                    <span>                       <a href=\"https:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/9n\/yp\/st\/9nypstb009khrde166xi4xa0y.jpg\" class=\"getHoverIn tp lgImg\" data-caption=\"H\u00e1 sete meses, Luana perdeu o marido e, em entrevista ao Delas, conta sua hist\u00f3ria e a experi\u00eancia de passar pelo luto\">                         <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/29\/y7\/lp\/29y7lple7bgh9o7e2bwtpjk7e.jpg\" title=\"H\u00e1 sete meses, Luana perdeu o marido e, em entrevista ao Delas, conta sua hist\u00f3ria e a experi\u00eancia de passar pelo luto\" alt=\"Luana Medeiros\" class=\"new-galeria\" \/>                       <\/a>                     <\/span>                                                                                                                                               <title>arrow-options<\/title><figcaption class=\"undefined\">                      <cite>Arquivo pessoal<\/cite>                       <\/p>\n<div class=\"undefined\">H\u00e1 sete meses, Luana perdeu o marido e, em entrevista ao Delas, conta sua hist\u00f3ria e a experi\u00eancia de passar pelo luto<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/p><\/div>\n<p class=\"\">H\u00e1 sete meses, ela passou por um momento complicado em sua vida: a morte do                   <strong>marido<\/strong> . Marcos morava em Guarulhos e trabalhava a aproximadamente 70 km de casa, em Ara\u00e7ariguama. Por conta da dist\u00e2ncia, ele&nbsp;ia de moto ao trabalho para chegar mais r\u00e1pido. &#8220;Ficava com o cora\u00e7\u00e3o na m\u00e3o at\u00e9 ele chegar e eu ter certeza que estava tudo bem&#8221;, pontua.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"\">Em 25 de mar\u00e7o deste ano, Luana recebeu uma liga\u00e7\u00e3o, pela manh\u00e3, de um hospital em Barueri, informando que seu marido estava l\u00e1 e precisavam de algu\u00e9m da fam\u00edlia. &#8220;Meu cora\u00e7\u00e3o j\u00e1 come\u00e7ou a acelerar e fiquei sem rea\u00e7\u00e3o. Como vemos em novelas e filmes, quando pede um familiar \u00e9 que algo que n\u00e3o queremos aceitar aconteceu&#8221;, destaca.&nbsp;<\/p>\n<p>Junto com a cunhada, o cunhado e o filho, ela foi at\u00e9 o local. &#8220;Quando chegamos, eu n\u00e3o aceitava nenhuma informa\u00e7\u00e3o negativa. Queria ver ele ali e, ent\u00e3o, me aliviar em saber que foi s\u00f3 um acidente, mas n\u00e3o. A m\u00e9dica veio falar com a gente e&nbsp;deu a not\u00edcia. Eu n\u00e3o queria acreditar&#8221;, diz.&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Nesse momento, eu n\u00e3o ouvia mais nada. S\u00f3 gritava e chorava desesperada. Uma dor que n\u00e3o desejo para ningu\u00e9m. Como assim? Ele se despediu pela manh\u00e3 para ir trabalhar, me beijou e disse que a noite \u00edamos sair. E, de repente, tudo mudou. Minha vida se transformou em segundos. Eu n\u00e3o aceitava e at\u00e9 hoje \u00e9 dif\u00edcil de aceitar&#8221;, desabafa.<\/p>\n<p class=\"\">&#8220;Saber que aquela moto que levava e trazia meu amor todos os dias o levou. Ele sempre dizia que s\u00f3 tinha a moto por causa do trabalho e que, assim que se aposentasse, ele a venderia. Este ano, ele faria 50 anos e estava tudo preparado para a festa dele, mas Deus n\u00e3o permitiu, quis que ele comemorasse com ele no c\u00e9u&#8221;, continua.<\/p>\n<h3 class=\"\">&#8220;Parece que metade de mim se foi com ele&#8221;<\/h3>\n<div class=\"gd12\">\n<figure class=\"foto-legenda  componente-galeria\">                    <span>                       <a href=\"https:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/d8\/ku\/vw\/d8kuvwfxwuwxn1tr1j2ial4wj.jpg\" class=\"getHoverIn tp lgImg\" data-caption=\"Luana ressalta que sente muita falta do marido e diz que procurou ajuda profissional para combater a dor que sente\">                         <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/b6\/hj\/zv\/b6hjzvhded5vm7r6ehvlpq516.jpg\" title=\"Luana ressalta que sente muita falta do marido e diz que procurou ajuda profissional para combater a dor que sente\" alt=\"Luana Medeiros\" class=\"new-galeria\" \/>                       <\/a>                     <\/span>                                                                                                                                               <title>arrow-options<\/title><figcaption class=\"undefined\">                      <cite>Arquivo pessoal<\/cite>                       <\/p>\n<div class=\"undefined\">Luana ressalta que sente muita falta do marido e diz que procurou ajuda profissional para combater a dor que sente<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/p><\/div>\n<p class=\"\">Luana conta que o marido sempre foi uma pessoa incr\u00edvel, acolhedora e amiga. &#8220;Sinto muita falta dele. Ele me transmitia seguran\u00e7a, prote\u00e7\u00e3o, amor. Foram 24 anos juntos. N\u00e3o tem um dia que eu n\u00e3o choro, respiro e sigo. D\u00f3i, d\u00f3i demais. Parece que metade de mim se foi com ele. Os dias est\u00e3o cinzentos&#8221;, alega.<\/p>\n<p class=\"\">&#8220;Com ele aqui, era tudo diferente. Tinha \u00e2nimo para tudo para fazer as coisas, para sair. Hoje, n\u00e3o tenho vontade de nada. E vou vivendo dia ap\u00f3s dias sem planos para nada. S\u00f3 confiando em Deus e tendo a certeza que a vida continua do outro lado e fico no aguardo do reencontro&#8221;, ressalta.&nbsp;<\/p>\n<p>Para lidar com a dor e o luto, Luana procurou um psic\u00f3logo e fez algumas sess\u00f5es. &#8220;Me ajudaram bastante, mas a saudade que d\u00f3i mesmo&#8221;, diz. O que lhe ajudou tamb\u00e9m foi o espiritismo. &#8220;Procurei uma casa esp\u00edrita. Uma semana antes de tudo acontecer, eu comentei com o Marcos que gostaria de conhecer. Ele tinha uma grande admira\u00e7\u00e3o pelo Chico Xavier&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o deu tempo deles irem. &#8220;Por esse motivo, depois de tudo, fui conhecer e entender um pouco sobre o que acontece depois da morte.&nbsp; Fiz um tratamento espiritual por oito semanas. As palestras s\u00e3o muito edificantes&#8221;, pontua. &#8220;Vou indo dia ap\u00f3s dia na esperan\u00e7a de aliviar essa dor da saudade que tanto d\u00f3i&#8221;, finaliza.<\/p>\n<h3>A import\u00e2ncia do luto                  <br \/>                 <\/h3>\n<div class=\"gd12\">\n<figure class=\"foto-legenda  componente-galeria\">                    <span>                       <a href=\"https:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/eh\/hh\/vy\/ehhhvy4smegb74bxx3ltj28jx.jpg\" class=\"getHoverIn tp lgImg\" data-caption=\"Especialistas explicam a import\u00e2ncia do luto para reunir for\u00e7as ap\u00f3s perder um ente querido e ter tempo e espa\u00e7o\">                         <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/5e\/oq\/3u\/5eoq3uztcpx409jtuywswajy4.jpg\" title=\"Especialistas explicam a import\u00e2ncia do luto para reunir for\u00e7as ap\u00f3s perder um ente querido e ter tempo e espa\u00e7o\" alt=\"luto\" class=\"new-galeria\" \/>                       <\/a>                     <\/span>                                                                                                                                               <title>arrow-options<\/title><figcaption class=\"undefined\">                      <cite>shutterstock <\/cite>                       <\/p>\n<div class=\"undefined\">Especialistas explicam a import\u00e2ncia do luto para reunir for\u00e7as ap\u00f3s perder um ente querido e ter tempo e espa\u00e7o<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/p><\/div>\n<p class=\"\">Antes de tudo, \u00e9 necess\u00e1rio entender que o luto \u00e9 um processo importante e fundamental para reunir for\u00e7as para lidar com a perda e falta do ente querido &#8220;Durante essa fase, \u00e9 essencial ter espa\u00e7o e tempo para sofrer, chorar e externar os sentimentos de tristeza&#8221;, ressalta Triana Portal, psic\u00f3loga e membro da Sociedade Brasileira de Psicologia.<\/p>\n<p>Para Pollyanna Esteves, psicoterapeuta especializada em hipnose e p\u00f3s-trauma, o luto tem que ser vivido para que a pessoa possa se livrar do sentimento. &#8220;Se a pessoa tenta ignor\u00e1-lo e seguir como se nada tivesse acontecido, ela faz isso conscientemente. Por\u00e9m, no inconsciente, aquele luto existe. Se n\u00e3o viver e n\u00e3o deixar sair, vai ter consequ\u00eancias graves&#8221;, pontua.<\/p>\n<p>Os casos de mortes que fogem ao ciclo da vida s\u00e3o os que trazem mais dificuldade de serem superados, como a perda de um filho, casos de suic\u00eddio, acidentes e trag\u00e9dias, por exemplo. Nessas situa\u00e7\u00f5es, h\u00e1 al\u00e9m da dor da perda, um misto de sentimentos que vem \u00e0 tona, como arrependimento, raiva e inconformismo.<\/p>\n<p>Plinio de Souza, especialista em Programa\u00e7\u00e3o Neurolingu\u00edstica (PNL), defende que a tristeza faz parte da vida e serve como experi\u00eancia. &#8220;O luto nos deixa mais atentos aos perigos e nos faz repensar valores, fazendo com que a gente viva uma vida melhor com a decis\u00e3o de viver mais o amor, de dar mais aten\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas queridas, de se cuidar mais, de se preservar de algumas coisas&#8221;, diz&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Carla Bianca Salcedo, terapeuta do luto do Espa\u00e7o Vivacit\u00e0, a sociedade moderna n\u00e3o possui a cultura da morte e ainda a v\u00ea como tabu e como &#8220;grande trag\u00e9dia da vida&#8221;. &#8220;Muitos vivem como se fossem eternos e possuem dificuldade de valorizar o corriqueiro e simples. Isto torna dif\u00edcil o enfrentamento da morte&#8221;, pontua.<\/p>\n<p>Souza destaca que a aceita\u00e7\u00e3o da morte \u00e9 desafiante e, para algumas pessoas, esse processo pode demorar mais. &#8220;Alguns elaboram o luto por d\u00e9cadas, vivem no passado, relembrando momentos da pessoa que se foi e ficam est\u00e1ticos. Cada um tem seu tempo para aceitar uma perda. Por\u00e9m, algumas pessoas acabam ficando presas no per\u00edodo da nega\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.&nbsp;<\/p>\n<h3>5 fases do luto<\/h3>\n<p>O luto est\u00e1 ligado a todas as situa\u00e7\u00f5es de perdas, crises e mudan\u00e7as abruptas e, geralmente, ele \u00e9 dividido em cinco fases.&nbsp;&#8220;Os est\u00e1gios s\u00e3o experimentados em todos os processos de luto, mas n\u00e3o ocorrem necessariamente na mesma ordem, justamente por ser algo individual&#8221;,&nbsp;&nbsp;diz Priscila Gasparini Fernandes, psicanalista com especializa\u00e7\u00e3o em neuropsicologia pela USP.<\/p>\n<p>1. Nega\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um estado de choque. Costuma-se dizer que \u00e9 quando &#8220;ainda n\u00e3o caiu a ficha&#8221;, como se a pessoa estivesse anestesiada. A nega\u00e7\u00e3o \u00e9 uma defesa ps\u00edquica, um mecanismo inconsciente para evitar a dor. A pessoa n\u00e3o consegue acreditar no que aconteceu, se blinda, acha que \u00e9 um sonho, que vai acordar e que aquilo tudo foi um pesadelo&#8221;, pontua&nbsp;Triana Portal.<\/p>\n<p>2. Raiva&nbsp;<\/p>\n<p>Nessa fase, a pessoa fica hostil, pode perder a f\u00e9, sente-se injusti\u00e7ada, vitimada, n\u00e3o merecedora de tanta dor. Pode ter raiva at\u00e9 da pessoa que faleceu e por vezes sonha que est\u00e1 brigando com o falecido.<\/p>\n<p>3. Barganha&nbsp;<\/p>\n<p>Aqui, a pessoa, principalmente quando \u00e9 religiosa, faz promessas&nbsp;para Deus para que as coisas voltem a ser como eram. \u00c9 mais uma vez a marca do desespero pela situa\u00e7\u00e3o. Se a pessoa ainda n\u00e3o morreu e est\u00e1 em est\u00e1gio terminal, por exemplo, pede aos profissionais de sa\u00fade pela cura.<\/p>\n<p>Alguns pensamentos, como &#8220;Se Deus a trouxer de volta eu serei mais generoso, mais gentil&#8221; s\u00e3o recorrentes. O risco, nesse caso, \u00e9 quando o enlutado percebe que essa negocia\u00e7\u00e3o n\u00e3o ter\u00e1 efeito, o que gera frustra\u00e7\u00e3o e isso, por sua vez, desestabiliza sua sa\u00fade emocional.&nbsp;<\/p>\n<p>4. Depress\u00e3o&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 quando a pessoa incorpora a perda, aceita que n\u00e3o h\u00e1 volta, que ela ter\u00e1 que aprender a viver com essa falta, com a saudade do ente querido que se foi, diante de uma tristeza profunda. Nesse fase, o&nbsp;apoio psicol\u00f3gico \u00e9 fundamental. A pessoa precisa falar e ser ouvida.                                   <\/p>\n<p>5. Aceita\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n<p>Depois das l\u00e1grimas, dor, isolamento, raiva, sofrimento, \u00e9 hora de seguir a vida e aceitar a saudade, as lembran\u00e7as, cuidar dos que ficaram, dos que precisam da sua ajuda, do trabalho, da casa, das finan\u00e7as, da pr\u00f3pria sa\u00fade. A pessoa retoma sua f\u00e9 e atividades.<\/p>\n<p>&#8220;Cada pessoa encontrar\u00e1 o seu caminho de aceita\u00e7\u00e3o do luto, pois n\u00e3o h\u00e1 uma f\u00f3rmula pronta, j\u00e1 que estamos lidando com emo\u00e7\u00f5es&#8221;, pontua Priscila. No entanto, mesmo ap\u00f3s a fase de aceita\u00e7\u00e3o,&nbsp;algumas situa\u00e7\u00f5es do dia dia podem&nbsp;resgatar sentimentos que pareciam estar superados, como um lugar, uma m\u00fasica ou uma imagem.&nbsp;<\/p>\n<p>Vale ressaltar que isso, por sua vez, n\u00e3o indica&nbsp;que houve um retrocesso, mas, na verdade, que h\u00e1 um sentimento que n\u00e3o foi esquecido.&nbsp;&#8220;Cada indiv\u00edduo passa por essas etapas de uma forma diferente e a terapia deve ser um apoio para que a elabora\u00e7\u00e3o do luto seja um processo menos doloroso&#8221;,&nbsp;destaca&nbsp;Priscila.<\/p>\n<h3>Quando \u00e9 hora de procurar ajuda?<\/h3>\n<div class=\"gd12\">\n<figure class=\"foto-legenda  componente-galeria\">                    <span>                       <a href=\"https:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/f1\/e5\/uv\/f1e5uvh4az8ht4ziavqr3mq7e.jpg\" class=\"getHoverIn tp lgImg\" data-caption=\"O contato com profissionais e o apoio de amigos e familiares s\u00e3o medidas que ajudam a lidar com a dor e o sofrimento \">                         <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/f5\/4r\/d7\/f54rd7a9mho0m3q1wi1rsik83.jpg\" title=\"O contato com profissionais e o apoio de amigos e familiares s\u00e3o medidas que ajudam a lidar com a dor e o sofrimento \" alt=\"luto\" class=\"new-galeria\" \/>                       <\/a>                     <\/span>                                                                                                                                               <title>arrow-options<\/title><figcaption class=\"undefined\">                      <cite>shutterstock <\/cite>                       <\/p>\n<div class=\"undefined\">O contato com profissionais e o apoio de amigos e familiares s\u00e3o medidas que ajudam a lidar com a dor e o sofrimento <\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/p><\/div>\n<p class=\"\">Cada um tem seu ritmo e o tempo de luto pode variar, mas quando a perda j\u00e1 aconteceu faz tempo e a pessoa que perdeu o ente querido n\u00e3o consegue seguir a vida, busca respostas, vive no passado, n\u00e3o se envolve com outras pessoas e sente culpa, por exemplo, \u00e9 hora de procurar ajuda profissional.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"\">Tristeza extrema e crises de choro s\u00e3o outros sinais que o enlutado pode apresentar.&nbsp; Diante disso, quando o luto \u00e9 complicado e a pessoa n\u00e3o consegue lidar com a dor e superar a perda, o per\u00edodo de um m\u00eas at\u00e9 dois anos da morte, ela pode desenvolver o transtorno do estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico.&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;A pessoa fica revivendo a cena da morte, da perda e todos aqueles sentimentos fortes e tristes. Aquilo parece que n\u00e3o sai da mente e fica rodeando os pensamentos. Isso \u00e9 comum quando uma pessoa vivencia a morte da outra ou o processo de morte. Pode acontecer tamb\u00e9m da pessoa ficar relembrando do momento em que soube da morte do outro&#8221;, diz Souza.<\/p>\n<p>                   <a href=\"https:\/\/delas.ig.com.br\/comportamento\/2014-03-26\/como-lidar-com-o-luto-quando-nao-ha-corpo.html\" target=\"_blank\" data-mce-href=\"https:\/\/delas.ig.com.br\/comportamento\/2014-03-26\/como-lidar-com-o-luto-quando-nao-ha-corpo.html\">Leia tamb\u00e9m:&nbsp;Luto: se despedir do corpo acelera processo de aceita\u00e7\u00e3o da morte<\/a>                 <\/p>\n<p>&#8220;O desconforto, a ang\u00fastia de lidar com a morte \u00e9 evitada a qualquer custo. Isso faz com estejamos cada vez menos preparados para lidar com a perda, para falar sobre ela, para ajudar uma pessoa enlutada. Os enlutados est\u00e3o sempre muitos s\u00f3s, pois falar sobre morte \u00e9 associado a tristeza, morbidez, medo&#8221;, destaca a psic\u00f3loga Triana Portal.<\/p>\n<h3>Como lidar com a dor?<\/h3>\n<div class=\"gd12\">\n<figure class=\"foto-legenda  componente-galeria\">                    <span>                       <a href=\"https:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/c5\/3x\/71\/c53x71w10roekjgjgp19yns2m.jpg\" class=\"getHoverIn tp lgImg\" data-caption=\"Reviver momentos felizes ao lado da pessoa que partiu \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o que ajuda a lidar com a dor ap\u00f3s a morte\">                         <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/dd\/ld\/19\/ddld19xh0fxhjmqmc0iuxq681.jpg\" title=\"Reviver momentos felizes ao lado da pessoa que partiu \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o que ajuda a lidar com a dor ap\u00f3s a morte\" alt=\"pessoas felizes\" class=\"new-galeria\" \/>                       <\/a>                     <\/span>                                                                                                                                               <title>arrow-options<\/title><figcaption class=\"undefined\">                      <cite>shutterstock <\/cite>                       <\/p>\n<div class=\"undefined\">Reviver momentos felizes ao lado da pessoa que partiu \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o que ajuda a lidar com a dor ap\u00f3s a morte<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/p><\/div>\n<p class=\"\">Segundo a psicoterapeuta Pollyanna, &#8220;queremos ser Deus e determinar o momento que as pessoas v\u00e3o ou n\u00e3o partir.&#8221; Nesse caso, a especialista explica que precisamos entender que, apesar da dor e da saudade, a vida continua e que a melhor maneira de manter essa pessoa viva \u00e9 viver a vida e ser feliz da melhor maneira poss\u00edvel.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p class=\"\">&#8220;Pensamos na morte e temos medo que isso aconte\u00e7a com as pessoas que amamos e sabemos que isso jamais poderemos evitar. Todos n\u00f3s vamos morrer. Podemos usar esse medo como um lembrete para aproveitar a vida e as pessoas que amamos. Para que, quando algu\u00e9m morrer, n\u00e3o bata o sentimento de arrependimento, de podia ter falado que amava&#8221;, pontua Pollyana.<\/p>\n<p>Ela ainda sugere focar nas mem\u00f3rias positivas. &#8220;Levar a vida da maneira mais feliz \u00e9 a melhor maneira de honrar quem voc\u00ea ama e faleceu. Pense que cada momento feliz, cada sorriso, ser\u00e1 em homenagem a ela. Mantenha essa pessoa viva e vivendo n\u00e3o s\u00f3 dentro de voc\u00ea, mas atrav\u00e9s de voc\u00ea&#8221;, pontua.&nbsp;<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Triana Portal destaca que \u00e9 importante contar com o                   <strong>apoio<\/strong>  de pessoas queridas e permitir-se falar &#8220;n\u00e3o&#8221;. &#8220;Fa\u00e7a as coisas no seu tempo e, se sentir que precisa, n\u00e3o tarde em buscar ajuda profissional. Apesar de o luto ser algo que faz parte da vida e que todos v\u00e3o passar, em alguns momentos e para algumas pessoas, esse processo pode ser mais dif\u00edcil&#8221;, diz.&nbsp;<\/p>\n<p>Para Plinio de Souza, \u00e9 preciso procurar ajuda para superar isso, principalmente quando a pessoa fica presa na n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o da perda. &#8220;Quando a pessoa aceita, \u00e9 como se ela trouxesse lembran\u00e7as boas do ente querido que se foi e uma certa aproxima\u00e7\u00e3o at\u00e9. Ela pensa com carinho e amor e tem acesso a boas mem\u00f3rias e se sente bem ao pensar naquela pessoa&#8221;, destaca.&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 necess\u00e1rio acessar boas lembran\u00e7as porque assim o cora\u00e7\u00e3o aquece e fica melhor o processo de aceita\u00e7\u00e3o. Ao lembrar de bons momentos, voc\u00ea afasta um pouco a tristeza e evolui na trajet\u00f3ria de elabora\u00e7\u00e3o da perda&#8221;, ressalta o especialista, que destaca que, na PNL, existe um m\u00e9todo de Transforma\u00e7\u00e3o Estrutural Sist\u00eamica.&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Nele, ajudamos a pessoa a acelerar esse processo de aceita\u00e7\u00e3o, organizando as mem\u00f3rias traum\u00e1ticas, dando experi\u00eancia de vida e morte da pessoa querida, fazendo com que ela aceite o luto e sinta a felicidade novamente. Esse processo existe para que ela se conecte bem com aquele ente querido. N\u00f3s ajudamos a ressignificar isso de forma segura, respeitosa e r\u00e1pida&#8221;, diz.&nbsp;<\/p>\n<p>Ele ainda ensina uma dica pr\u00e1tica. &#8220;Diga em voz alta que aceita que aquela pessoa se foi. Imagine a pessoa na sua frente e diga que respeita e aceita o destino dela, fale com carinho dela, com ela, e imagine realmente ela ali, com todo seu cora\u00e7\u00e3o, e agrade\u00e7a o tempo que tiveram juntos e que guarda isso como um presente, uma d\u00e1diva&#8221;, pontua.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Souza destaca que, ao sentir isso de verdade e verbalizar, a pessoa que perdeu o ente querido come\u00e7a a liberar emo\u00e7\u00f5es ruins e criar um cen\u00e1rio de bondade, amor e aceita\u00e7\u00e3o. &#8220;Ao repetir esse ritual por alguns dias, vai ficando mais f\u00e1cil a elabora\u00e7\u00e3o                   <strong>luto<\/strong> &#8220;, afirma.&nbsp;<\/p>\n<p>                   <a href=\"https:\/\/delas.ig.com.br\/filhos\/seis-respostas-como-falar-de-morte-com-as-criancas\/n1237794785122.html\" target=\"_blank\" data-mce-href=\"https:\/\/delas.ig.com.br\/filhos\/seis-respostas-como-falar-de-morte-com-as-criancas\/n1237794785122.html\">Leia tamb\u00e9m:&nbsp;Como falar de morte com as crian\u00e7as; veja seis indica\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/a>                 <\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 necess\u00e1rio que a pessoa agrade\u00e7a a Deus as experi\u00eancias positivas, pelo tempo que ficou com a pessoa amada, agradecer, ver o lado cheio do copo e n\u00e3o o vazio. Repetir frases amorosas. Relembrar momentos bons vai reprogramar na mente essa perda, trabalhando a quest\u00e3o da gratid\u00e3o inclusive com Deus, porque \u00e9 comum ter raiva de Deus pelo que aconteceu&#8221;, finaliza.&nbsp;<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"infocoweb_rodape\">Fonte: <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/delas.ig.com.br\/comportamento\/2019-11-02\/dor-choro-e-dias-cinzas-como-encarar-o-luto-e-lidar-com-a-perda-de-alguem.html\">IG Mulher<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A auxiliar de faturamento Luana Medeiros, de 37 anos, se casou com&nbsp;Marcos em 1999. No ano seguinte, deu \u00e0 luz ao primeiro filho do casal e, dez anos depois, ficou gr\u00e1vida de uma menina. 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