Série Especial Produção Cafeeira Certificada – Parte 1: História, Desafios e os principais Selos/Programas

Foto Capa: Divulgação/Verde Agritech
Foto Capa: Divulgação/Verde Agritech

A gestão eficiente da empresa rural é um dos grandes gargalos da cafeicultura brasileira. É importante investir em tecnologia, qualidade e gerir recursos na lavoura de forma eficiente, eficaz e sustentável. As certificações e seus sistemas de rastreabilidade e gestão, de certa forma, ajudam no desenvolvimento dessas competências.

O mercado de cafés certificados no Brasil cresceu de forma significativa desde os anos 90, período em que a produção de cafés diferenciados (que incluem os cafés gourmet) praticamente quadruplicou. De acordo com o Cecafé, o Brasil exportou 5,929 milhões de sacas de cafés diferenciados em 2016, se tornando a maior fonte de cafés sustentáveis do mundo.

Historicamente, a cafeicultura brasileira foi a grande impulsionadora das principais certificações de café internacionais. E para o futuro próximo, por sua dinâmica competitiva e tecnológica, é a única capaz de suprir o mercado global de cafés sustentáveis em um curto período de tempo tanto em volume como em diferentes qualidades.

DESAFIOS DA PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL DE CAFÉ NO BRASIL

Muitos produtores qualificados e tecnificados de médio e grande porte já possuem certificações. Para outros médios e pequenos produtores, os desafios vão desde o capital para investir nas mudanças tecnológicas na lavoura às adequações ambientais da propriedade rural. Ou seja, temos desafios tanto para os já adotantes, de manterem seus esforços em direção à uma produção sustentável, como para os ainda não adotantes, que precisam entrar neste mercado. Por este motivo, inovações tecnológicas em mecanização e insumos fazem toda a diferença para o país continuar em seu caminho em prol de uma cafeicultura ambientalmente correta e socialmente mais justa.

PRINCIPAIS CERTIFICAÇÕES CAFEEIRAS ATUANTES NO BRASIL

Na base de todos os códigos sustentáveis das principais certificações cafeeiras atuantes no Brasil, como a Utz, Rainforest Alliance, Fair Trade, Certifica Minas Café e 4C, os cuidados com o correto manejo do solo são pilares fundamentais.

Conheça um pouco mais sobre cada uma delas:

Utz: o selo existe há 13 anos e hoje é o maior programa de certificação de café e cacau, além de certificar outras commodities. O rótulo de certificado pela UTZ aparece em mais de 20.000 diferentes produtos em 135 países.

Rainforest Alliance: objetiva construir a segurança alimentar através da agricultura sustentável. Os agricultores são treinados para cultivar de forma a conservar florestas, proteger rios e córregos, nutrir o solo e estimular o rendimento das culturas.

Fair Trade: Relaciona-se a melhores preços, condições de trabalho dignas, sustentabilidade local e relações de comércio mais justas para os agricultores e trabalhadores.

Certifica Minas Café: programa do governo estadual que objetiva estimular os produtores a adotarem boas práticas de produção e uma gestão moderna da propriedade para agregar valor ao café mineiro.

4C Association: é uma plataforma que reúne as partes interessadas no setor cafeeiro para tratar de questões de sustentabilidade de uma forma pré-competitiva. Os membros desenvolveram o Código de Conduta 4C, que define os princípios sociais, ambientais e econômicos para a produção sustentável, processamento e comercialização de café verde.

O mercado de cafés certificados é diversificado em opções de café e sistemas de certificação. Os benefícios da certificação envolvem melhorias na organização da propriedade, na produção e na comercialização, sendo que o preço de venda é mais alto se comparado ao de cafés não certificados. Na próxima edição você vai saber como o Super Greensand pode ajudá-lo a alcançar diversas metas rumo à certificação da produção cafeeira e promover ganhos imediatos para cultura e em longo prazo para o solo. Não perca! Para saber mais, clique no link abaixo e se inscreva no site da Verde Agritech.

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Reportagem: Texto adaptado do original escrito por Paulo Henrique Leme / Fonte: Verde Agritech / Foto Capa: Divulgação/Verde Agritech

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