Em celebração ao “Dia da não violência contra a Mulher”, palestra é realizada em São Gotardo

Foto Capa: Diego Oliveira/Portal SG AGORA
Foto Capa: Diego Oliveira/Portal SG AGORA

Na noite desta última quinta-feira (30/11) no Centro Cultural Grasiela Lopes (CESG) de São Gotardo, foi realizado pela Secretaria de Assistência e Promoção Social de nossa cidade, através do CRAS e CREAS, a celebração do “Dia da não violência contra a Mulher” em São Gotardo. A data que é celebrada todos os anos no dia 25 de Novembro, foi lembrada e representada através de uma palestra, ministrada pela Advogada e especialista no assunto, Dra. Sabrina Sampaio Santiago Lelles. A palestra contou com a participação das membras do Conselho dos Direitos da Mulher de São Gotardo, servidores municipais e alunos do Centro de Ensino Superior de São Gotardo (CESG).

Com o tema “Violência contra a Mulher-Quebre esse Ciclo”, a Doutora em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Del Museo Social Argentino, Buenos Aires, Especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Universidade Federal de Uberlândia, Especialista em Direito Público pela Faculdade de Direito de Ipatinga em parceria com a ANAMAGES- Associação Nacional de Magistrados Estaduais e Professora convidada do Curso de Direito no CESG, Dra. Sabrina Sampaio Santiago Lelles, começou sua palestra apresentando um vídeo para todos os presentes, trazendo cenas tristes e infelizmente cada vez mais comuns, de mulheres que sofrem todos os tipos de agressões em nosso País. Mesmo com o destaque nas mídias sobre tal violência, cada vez mais, mulheres se calam após serem agredidas, atitude essa, que precisa ser mudada urgentemente.

A data em celebração ao “Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher”, foi declarado no Primeiro Encontro Feminista da América Latina e Caribe realizado na cidade de Bogotá em 1981, como justa homenagem a “Las Mariposas”, codinome utilizado em atividades clandestinas pelas irmãs Mirabal, heroínas da República Dominicana brutalmente assassinadas em 25 de novembro de 1960. Na época, as mulheres, Minerva, Pátria e Maria Tereza ousaram se opor à ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, uma das mais violentas da América Latina. Por tal atitude, elas foram perseguidas e presas juntamente com seus maridos. Como plano para assassiná-las, uma vez que provocaram grande comoção popular enquanto estavam presas, o ditador acabou por libertá-las, para em seguida simular um acidente automobilístico matando-as quando iam visitar seus maridos no cárcere. Seus corpos foram encontrados no fundo de um precipício estranguladas e com ossos quebrados.

No Brasil, 43% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 35%, a agressão é semanal (Centro de Atendimento à Mulher). Em média, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada em nosso país. (Fórum Brasileiro de Segurança Pública). Mais de 100 milhões de meninas poderão ser vítimas de casamentos forçados durante a próxima década (UNICEF). De acordo com dados da ONU, 70% de todas as mulheres do planeta já sofreram ou sofrerão algum tipo de violência em, pelo menos, um momento de suas vidas — independente de nacionalidade, cultura, religião ou condição social. Além disso, num ranking mundial que analisou a desigualdade de salários em 142 países entre homens e mulheres, o Brasil ficou na posição 124 (Fórum Econômico Mundial). De acordo com a pesquisa do Fórum Econômico Mundial, deverão se passar 80 anos para que as mulheres ganhem o mesmo que os homens.

O Portal SG AGORA, agradece Secretaria de Assistência e Promoção Social de nossa cidade, através do CRAS e CREAS, pelo convite para participar de uma palestra cujo o tema é de extrema importância para toda nossa sociedade. Não se calem mulheres, denunciem, seja qual for a agressão!

Confira as fotos da palestra:

 

Reportagem: Diego Oliveira/Portal SG AGORA / Fotos: Diego Oliveira/Portal SG AGORA / Fonte da Reportagem: Secretaria de Assistência e Promoção Social de nossa cidade, através do CRAS e CREAS/http://www.revistabula.com

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