Estiagem causa prejuízos a várias atividades do campo em MG, SP e PR

Foto Capa: Reprodução/Google Imagens
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A estiagem está deixando marcas em vários estados do país. A falta de chuvas regulares atrasa o plantio, seca os pastos e compromete a produção de verduras. É o que os nossos repórter foram conferir em três estados.

Em Minas Gerais, é só olhar para o céu e nenhum sinal de chuva. Os agricultores de Divinópolis, no centro-oeste de Minas, estão sofrendo depois de quase cem dias sem uma gota d’água. A agricultora Solange Tavares teve que diminuir a área de cultivo em mais de 60%. “Hoje, ela não produz nem 40% mais não. Porque, assim, dá para irrigar muito pouco, né. Então assim, é mais umas folhinhas que aguenta mais o sol, dá para irrigar mais um pouquinho.”

Uma plantação de abobrinha, por exemplo, tinha dois mil pés no mesmo período do ano passado, agora são só mil. A estiagem já traz reflexos também para a criação de gado. Como vários córregos secaram falta água para os animais.

Seca afeta São Paulo

Olhando de longe, o sítio do Seu Valmir, em Mogi das Cruzes, está bonito. As plantações de espinafre e hortelã ocupam um hectare e meio e parecem saudáveis, mas não é bem assim. As folhas do espinafre estão menores do que deveriam e a verdura demora mais para crescer. As mudas foram pro canteiro há vinte dias. Deveriam estar do tamanho dessas ao lado (veja no vídeo acima), plantadas há um mês. Mas a falta de água prejudica o crescimento.

A água vem do poço artesiano que existe no sítio há 30 anos. Em outro sítio, em Biritiba Mirim, a seca já dura mais 30 dias. São 7 hectares de plantações com pelo menos 18 variedades de hortaliças. Por causa disso, a colheita tá ficando comprometida. E olha que o calor só começou!

De acordo com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, a Cati, pelo menos 20% dos produtores da região sofrem com a falta de água.

Safra de soja atrasa no Paraná

A terra seca era tudo o que o agricultor não gostaria de ver nesta época do ano. Em Paranavaí, no noroeste do Paraná, a estiagem prejudica a produção de mandioca. Algumas lavouras plantadas em junho estão perdidas.

Há mais de um mês não chove em Cascavel, na região oeste. A estiagem trouxe dor de cabeça para os produtores de soja que estavam prontos para começar o plantio da safra de verão. Com o tempo seco, está todo mundo parado.

O plantio da soja está com duas semanas de atraso. Segundo o departamento de economia rural, metade da área já deveria ter sido semeada. Mas as lavouras ainda estão só com a palha da safra passada.

O atraso no plantio da soja também pode trazer consequências para a próxima safra. O milho safrinha é plantado logo depois que essa soja for colhida no início do ano que vem. Com a soja plantada mais tarde do que deveria, o plantio do milho também pode ficar comprometido.

A agricultora Paula Scanagatta vai plantar 900 hectares de soja, mas já está preocupada com a safrinha do milho. “O milho safrinha é importante ser plantado cedo. Ali pelo final de janeiro, começo de fevereiro, passou ali do dia 10 de fevereiro ele começa a perder muito potencial produtivo. Ele fica totalmente exposto a geadas, pois no Paraná a gente tem visto que está bem comum. E com o preço que o milho está também acaba se tornando não muito viável, né”, diz ela.

Com a chegada da primavera, esse tempo seco na região centro-sul deve mudar. Segundo a Climatempo, a umidade no norte do Brasil se desloca aos poucos para outras áreas criando condições para a volta da chuva. O volume deve ficar dentro da média para a primavera.

 

Reportagem: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2017/09/estiagem-causa-prejuizos-varias-atividades-do-campo-em-mg-sp-e-pr.html / Foto Capa: Reprodução/Google Imagens

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