Estudo indica que a forma de preparo do café influencia na formação de substâncias prejudiciais ao organismo

Foto Capa: Reprodução/Google Imagens
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Nos últimos anos, muitos estudos têm sido feitos com o intuito de investigar quaisquer elementos tóxicos que possam aparecer em alimentos processados em altas temperaturas e/ou hermeticamente fechados. O pesquisador Francisco Javier Santos, do Departamento de Química Analítica da Universidade de Barcelona, elaborou um estudo sobre a ocorrência do furano (C4H4O) no café.

O furano é classificado como um possível carcinógeno humano (Grupo 2B) pela International Agency for Reseach on Cancer (IARC). No café, foram encontradas concentrações de até 244 nanograma/ml, comparado com outros alimentos processados. Levando em consideração que o café é uma das bebidas mais consumidas mundialmente (somente no Brasil foram 21,5 milhões de sacas de café consumidos em 2017, segundo dados da Embrapa), é possível que essa exposição ao composto seja tóxica para os humanos.

Os resultados do estudo revelaram concentrações de furano mais elevadas no café expresso (43-146 ng/ml) do que no café preparado por infusão, tanto no café normal (20-78 ng/ml), como no descafeinado (14-65 ng/ml). O café solúvel registrou (12-35 ng/ml) e o café em cápsulas apresentou o maior valor (117-244 ng/ml).

Acredita-se que há relação entre o processo de torrefação com o nível de furano presente no café. Para melhor entender isso, Javier e os pesquisadores analisaram o processo de torrefação de grãos de café brasileiros. As amostras foram aquecidas às temperaturas de 140o, 170o e 200o por 6 a 20 minutos, variando conforme amostra. Os níveis de furano oscilaram entre 64 a 138 ng/ml, dependendo da temperatura de torrefação. O tempo de exposição ao calor também influenciou no resultado.

As melhores amostras foram as aquecidas em temperaturas menores e procedimento lento, enquanto as amostras aquecidas em temperaturas mais elevadas e mais rapidamente apresentaram maiores níveis de furano.

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A fonte de cloro (Cl) é indispensável para a formação do furano, presente na estrutura química. De acordo com a pesquisa sobre furanos de João Assunção e Célia Pesquero, da Universidade de São Paulo, publicado na Revista de Saúde Pública, os átomos de cloro se ligam aos anéis benzênicos do furano, possibilitando a formação de congêneres, que são equivalentes a compostos com 1 a 8 átomos de cloro na composição.

No Brasil, os produtores de café normalmente utilizam o fertilizante cloreto de potássio (KCl) em suas lavouras. Sua aplicação pode levar ao excesso de cloro no solo, por sua alta concentração do nutriente. Isso inibe alguns processos metabólicos da planta. Em análise do Laboratório da empresa Hidrocepe Serviços de Qualidade LTDA, ficou comprovado que as amostras de café submetidas a aplicação do KCl possuem até 266% mais cloro, quando comparadas com a fertilização não clorada.

Se o produto possui resíduos de cloro em sua composição, pode resultar na formação de HCl, dioxinas e furanos, entre outras espécies organocloradas, segundo a UNEP (United Nations Environment Programme). Estas que são extremamente tóxicas, mutagênicas e afetam o sistema imunológico, potencializando doenças como o câncer. Como o modo de preparo do café, especialmente em cápsulas, é suscetível ao surgimento de furano, é ideal que se evite utilizar compostos clorados na plantação.

O remineralizador K Forte não contém aditivos químicos em seu processo de produção, além de não causar salinidade nem conter cloro. O uso deste remineralizador aumenta a produtividade das culturas de café, além de garantir uma melhora no valor nutricional do grão, pois libera potássio gradativamente e diminui as perdas de amônia por lixiviação. Dessa forma, o grão de café é colhido sem cloro e com qualidade, diminuindo a chance de surgir furano e outras substâncias organocloradas.

Conclui-se, então, que a melhor forma de produzir café, com a menor concentração possível de furano, é através do uso de substâncias não cloradas no solo, evitando assim a tendência ao surgimento do mesmo. No processo de torrefação, o ideal é que seja lenta em temperaturas menores (na faixa de 140o por 20 minutos). O consumo diário de furano pelo café é, em média, 0.25 a 0.38 micrograma µg/kg por pessoa. Abaixo dos 2.0 µg/kg estipulados como limite diário.

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Reportagem e Fonte da Reportagem: Vinícius Santos/Verde Agritech / Foto Capa: Reprodução/Google Imagens

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