Vai faltar fertilizante em 2022?

Foto Capa: Divulgação/Verde

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A possível falta de fertilizantes em 2022 pode causar uma crise no agronegócio brasileiro. Na primeira semana de outubro, o presidente Jair Bolsonaro, durante uma solenidade no Palácio do Planalto, fez uma declaração sobre o assunto:

“Vou avisar um ano antes: fertilizantes. Por questão de crise energética, a China começa a produzir menos fertilizantes. Já aumentou de preço, vai aumentar mais e vai faltar. A cada cinco pratos de comida no mundo, um sai do Brasil. Vamos ter problemas de abastecimento no ano que vem.”

Desde o início do ano, o Brasil tem enfrentado contratempos para garantir que os fertilizantes cheguem ao agricultor e a alta dos preços é um reflexo disso. O preço do Cloreto de Potássio (KCl) no porto, por exemplo, mais que triplicou em relação ao início de janeiro.

Comparação do preço de alguns dos principais fertilizantes utilizados no Brasil, convertidos em reais pela cotação do dólar dos respectivos dias (Fonte: ACERTO Weekly Fertilizer Report Brazil 01/01/2021 e 21/10/2021)

Como os fertilizantes representam de 25% a 30% dos custos de produção, a alta dos preços eleva esses custos. Isso pode trazer duas consequências: a diminuição da rentabilidade das lavouras e o aumento dos preços para o consumidor final.

O impacto disso na agricultura brasileira pode ser muito grande, já que, com altos preços e sem garantia de conseguir os fertilizantes, a adubação das safras fica ameaçada.

Tal cenário está relacionado à alta dependência do Brasil de fertilizantes importados.

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O problema da dependência de fertilizantes importados
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O Brasil é altamente dependente de fertilizantes importados. De acordo com um relatório da Cogo Inteligência em Agronegócio, o Brasil é o 5º consumidor mundial desses insumos, mas responde por apenas 2% da produção mundial.

Isso se traduz no alto volume de fertilizantes comprados de outros países: 76% da demanda de fertilizantes do Brasil é atendida pelas importações, gerando um gasto de 10 bilhões de dólares ao ano.

Além da desvalorização do real em frente ao dólar, essa dependência do fertilizante produzido em outros países fragiliza a agricultura brasileira. Isso porque fatores externos influenciam o aumento do preço e a disponibilidade do fertilizante no Brasil.

A crise na Bielorrússia, por exemplo, tem afetado gravemente a distribuição de Cloreto de Potássio no mundo. Isso porque o país é um dos maiores exportadores mundiais de KCl, respondendo por 20% do total da comercialização desse fertilizante.

De acordo com a CNN Brasil, as ações autoritárias do presidente do país, Alexander Lukashenko, suscitaram uma crise diplomática em que países como Estados Unidos e Canadá, além do Reino Unido, anunciassem sanções às exportações de derivados de petróleo e potássio da Bielorrússia.

Vale lembrar que a Bielorrússia está entre os dois maiores fornecedores de potássio para o Brasil e o Porto de Paranaguá, o principal porto que recebe fertilizantes no país, ficou dois meses sem receber navios de KCl vindos desse país.

Mas não é apenas a crise bielorrussa que pode fazer com que falte fertilizantes para a agricultura brasileira.

Em setembro, por exemplo, o Furacão Ida, um dos mais destrutivos a atingir os Estados Unidos, interferiu na logística de distribuição mundial de fertilizantes. Também houve um aumento no preço no gás natural e interrupções nas plantas de fabricação em razão da pandemia do Covid-19.

Tudo isso demonstra como estar dependente de outros países para sustentar a necessidade de fertilizantes, em especial do potássio, prejudica a agricultura brasileira e, em consequência a economia do país e a vida da população.

Por isso, reduzir essa dependência é fundamental para que o agro do Brasil se torne mais forte.

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Investir em potássio nacional é essencial para que o agronegócio brasileiro se fortaleça
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Diante desse cenário, é essencial que o Brasil passe a investir mais na produção de fertilizantes nacionais, em especial de potássio, para fortalecer a sua agricultura. E o país tem potencial para isso.

Um exemplo é o trabalho que vem sendo desenvolvido pela empresa Verde. O Dr. Alysson Paolinelli, conhecido como Pai da Agricultura Tropical e um dos nomes mais importantes do agronegócio brasileiro, faz parte da diretoria da Verde e comenta sobre a importância de se buscar alternativas ao potássio importado:

“Usamos há muitos anos o Cloreto de Potássio, sem buscar novas alternativas. Temos o nosso potássio aqui e ele vai proporcionar muitos benefícios para o solo.”

Foto: Alysson Paolinelli, ex-ministro da Agricultura

A Verde opera a maior mina de potássio do Brasil, em São Gotardo, município de Minas Gerais. Essa é a primeira mina de potássio brasileira em mais de três décadas e ela tem capacidade para suprir 50% da demanda de potássio nacional pelos próximos 66 anos.

Isso pode reduzir a dependência externa de potássio do Brasil e evitar as consequências que a falta desse fertilizante trará na economia e sociedade do país. Paolinelli fala sobre a sua contribuição para que a Verde pudesse caminhar rumo ao objetivo de fortalecer a agricultura brasileira:

“Não há razão para que o Brasil continue a importar essa quantidade de fertilizante para o nosso solo. O Brasil tem reservas. Pude, lá dentro do conselho, ajudar para que a empresa tomasse esse rumo e mostrei exatamente aos seus dirigentes quais são as possibilidades brasileiras do uso de produtos naturais, como é o caso do que a Verde oferece.”

E o que a Verde oferece é potássio nacional para a Nova Revolução Verde, através dos produtos que ela desenvolve.

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Potássio nacional para a Nova Revolução Verde
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A matéria-prima que a Verde extrai da mina de São Gotardo é utilizada no desenvolvimento de fertilizantes nacionais que melhoram o manejo agrícola. Seu primeiro produto, o K Forte®, é um fertilizante multinutriente que fornece potássio, silício, magnésio e manganês.

Ruan Munhoz, do município de Rio Paranaíba-MG é um dos que acredita nisso e já vem utilizando o K Forte®.

 “Tivemos um ganho em qualidade de bebida, pela ausência total de cloro. Cada ano que passa temos comercializado um volume cada vez maior. O café está enfolhado, forte, resistente, com melhoria de bebida e suplementação de potássio a um custo menor do que comparado ao cloreto e tecnicamente melhor devido a liberação gradual.”

Para além da questão do custo, Alysson Paolinelli chama a atenção para a vantagem competitiva que o Brasil, com suas novas fontes de potássio, tem em relação aos outros países:

“Nós todos teremos mudanças profundas em nosso sistema de produção, de processamento, de comércio, de alimentação. Tudo isto terá profundas transformações. Nós precisamos estar atentos. Essa vantagem comparativa que Deus nos deu, nós temos que saber aproveitá-la.”

Assim, para evitar a crise provocada pelos altos preços e pela falta de fertilizantes, que é consequência da dependência externa, é urgente investir nas tecnologias e fontes de potássio que estão disponíveis no Brasil.

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Reportagem: Assessoria de Imprensa-Verde / Foto Capa: Divulgação/Verde

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