Brasil perde em competitividade perante a outros países em 2015

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A CNI (Confederação Nacional da Indústria), divulgou um estudo no qual apontou a competitividade do Brasil em 2014. O documento compara 15 países com base em 8 critérios que a autarquia elencou como determinantes para a competitividade, são eles: educação; tecnologia e inovação; ambiente microeconômico; ambiente macroeconômico; disponibilidade e custo de mão de obra; peso dos tributos; infraestrutura e logística; e disponibilidade e custo de capital. De acordo com Cynthia Kramer, advogada especialista em comércio exterior, se compararmos com o levantamento feito no ano anterior, segundo a CNI, o Brasil melhorou nos quesitos ambiente microeconômico, custo de mão de obra e peso dos tributos, mas piorou nos demais. “O que mais nos chama a atenção é o fato de o Brasil ter ficado atrás não apenas de países desenvolvidos, como Canadá, Austrália, Espanha, e de outros em desenvolvimento que sabemos que estão em crescimento, como Coreia do Sul, China, Chile, África do Sul e México, mas também da Rússia, Polônia, Índia, Turquia e Colômbia. O destaque é, ainda o fato de o Brasil superar apenas a Argentina no quesito competitividade”, afirma.

Para a especialista, o resultado mostra que o Brasil vai mal. “Que a Argentina vai mal, já sabíamos há algum tempo. Todos os outros países que participaram do estudo, segundo a CNI, apresentam melhores condições de competitividade, fato que atrai investimentos e, consequente, desenvolvimento socioeconômico para esses países, deixando o Brasil para trás”, explica.

Para a especialista, os principais gargalos para alavancar nossa competitividade se deve à fatores como, por exemplo, a infraestrutura deficiente que o País apresenta e que, para ela, precisa ser melhorada imediatamente. “Os reflexos poderão ser notados em um prazo não tão longo. Investir em educação também é essencial, mas o retorno de tal investimento demora para ser notado. Isso porque educação reflete em mão de obra mais qualificada, que terá condições de ajudar com a tecnologia e inovação no País, tão necessária para a indústria. Porém, mais importante que tudo isso, é desburocratizar o Brasil, tornando os processos mais céleres e práticos”, enfatiza.

 

Reportagem: http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/brasil-perde-em-competitividade-123704

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